30/Aug/2007

A vida é uma loucura?

 

        Os meus dias são por vezes recheados de loucura.

        Não sei explicar muito bem e a não ser que tenham uma capacidade de empatia ou passem pelo mesmo não vão entender.

        Acordo mal disposta e deito-me bem disposta. Passo de um registo para o outro e os pensamentos acompanham o humor, claro. Assim, se de manhã me pergunto que raio é que eu estou aqui a fazer, que não me apetece fazer nada, à noite já me considero uma sortuda e feliz pela vida que tenho. Hoje foi um desses dias.

 

        As alegrias que a vida me tem proporcionado têm sido muitas. Em vários aspectos considero-me sortuda, pois tive acesso a situações, momentos e pessoas que muitos não podem ter.

Os dissabores que a vida me tem proporcionado têm sido também alguns. É complicado pensarmos nisso. Distanciamo-nos porque se os sentirmos realmente (como já sentimos uma vez) a dor volta e se lutámos tanto para a vencer é porque não a queremos de volta. Temos medo que ela volte, que nos apanhe de surpresa e por isso vivemos alerta...

Lembro-me dos meus 15 anos... que tempos terríveis, que tempos difíceis. Detestei a minha adolescência (ali por volta do secundário). Sentia-me todos os dias feia, ignorada, maltratada, humilhada, posta de parte e diferente. Os dias passavam numa agonia constante e eu nunca sabia o que fazer para que a dor fosse menor. Quando estamos tão em baixo, quando estamos tão sem esperança há hipóteses que se começam a formular... e enquanto outras miúdas de 15 anos pensavam em roupa, rapazes e bandas de música eu pensava em suicidar-me. Foram tempos horríveis porque nada fazia sentido e a cada dia que passava eu tinha a certeza que essa era a única solução! Não era claro! E se digo que sou sortuda foi porque tive acesso a ajuda profissional e embora nunca tenha sido fácil (desenterrar fantasmas nunca foi fácil) foi necessário. Após tantos anos de terapia comecei a sentir-me normal, integrada, bonita, querida e amada. E só após todos esses anos eu me consegui abrir o suficiente para a amizade. Enquanto a maioria das pessoas já tinha as suas amizades feitas (nunca é tarde demais para mais uma amizade, eu sei) eu não as tinha. Há tanto tempo que me fechava sobre mim mesma que me esquecera de o que era ser amiga e do que isso significava. Entretanto fui aprendendo e hoje sou mais feliz porque tenho tão bons amigos. Sem dúvida (acreditem no que vos digo, a sério) que os meus amigos são o meu rochedo, a minha bóia salva-vidas. Não tenho mais ninguém e sei que posso recorrer a todos vocês se estiver em baixo ou triste (e feliz também, graças a Deus). Assim quero que saibam que são todos importantes à sua maneira, que quando pensarem que a vossa vida pode ser inútil ela não o é porque a mim vocês me fazem falta... A vida é bela, mas é preciso ter amigos à altura.

Bom, se eu comecei tardiamente a abrir-me à amizade, então ao amor muito mais tarde. Esse é ainda um campo estranho e (um pouco) distante para mim. Sei que tenho medo de me entregar a alguém e por isso nunca amei ninguém. Tenho pena de o admitir, mas é verdade (sei que não estou sozinha, o que não falta é gente com medo de intimidade). Enfim... novos capítulos da minha vida estão por escrever, quem sabe se algures por ai não está um homem que me compreenda e ame a quem eu também possa amar e perceber...

 

Um beijo muito especial a todos os meus amigos =)

 

NOTA: a quem visita o meu blog, aconselho este site muito engraçado e sweet (é de confiança, não tenham problemas em fazer encomendas):

http://www.fabricadecores.blogspot.com/

Escrito por Pin-up at 02:29 | Link permanente | Comentário (2) |

27/Aug/2007

Até para o ano

 

        Até para o ano, digo eu enquanto a praia se afasta no horizonte.

        Hoje foi o meu último dia de férias, aqui em São Luís, terra de infância perdida, terra de alegrias infinitas, terra de sabor a mar.

        Hoje foi o meu último dia de praia, na praia de infância, onde fontes de água doce correm e a areia não tem fim.

        Hoje foi o meu último dia de praia e estou triste.

 

        Este verão (que ainda não acabou por completo, mas está a gastar os últimos cartuchos) foi um bom verão. Aproveitei ao máximo e cada minuto foi vivido ao máximo. É claro que nem todos os momentos foram bons, lembro-me de uma semana pelos algarves em más companhias. Contudo, aprendi nesses dias coisas que já estavam "estudadas" e que finalmente estava preparada para as adquirir e admitir (há um tempo para tudo, até para as "amizades"). Mas o antes e o depois dessa semana foram excelentes. Conheci novos amigos, revi outros e mantive ainda tantos outros. Este verão permiti-me viver, sonhar e aproveitar. Sim, é verdade que ainda quero mais para mim, que isto não chega e que ambiciono mais (quero ser ainda mais feliz, mais EU). Só o ambiciono porque sei que o sou capaz de atingir. Sonhar com algo que nunca terei é um desperdício... mas por outro lado, haverá alguma coisa realmente impossível ou somos nós próprios que colocamos os impossíveis e limites às nossas próprias vidas? Enfim... eu acho que não há muitos impossíveis e realmente desejo mais. Mas um balanço deste verão é muito positivo.

 

 

        Até para o ano.

        Se este vier, se este se propuser.

        Adeus querida aldeia,

        Adeus querida praia.

 

        E enquanto me afasto digo

Adeus e até para o ano.

Escrito por Pin-up at 02:02 | Link permanente | Comentário (1) |

24/Aug/2007

Pensar e logo a seguir fazer as pazes

 

        Penso muito, esteja onde estiver penso muito.

Sobre a minha vida e a dos outros também (a minha é interessante, mas não tanto assim e admito: sou uma curiosa!).

 

        Estas férias que estão quase a acabar souberam-me a pouco este ano. Não sei, tenho a sensação de me estar a despedir, de estar a deixar para trás aquilo que sempre conheci e sempre fiz. Às vezes precisamos de nos propormos a objectivos difíceis de atingir, de nos testarmos e acho que a minha vez está a chegar.

Porque já não me sinto sozinha, tenho amigos tão verdadeiros e companheiros nos bons e maus momentos que me sinto com coragem para fazer aquilo que dantes não tinha. Sinto-me feliz, sinto-me mais eu.

Faço muitas patetices, magoo-me e obrigo-me a passar por situações parvas (este verão tive a minha dose, CREDO), mas cada vez menos sinto necessidade de me castigar (porque será que tive sempre essa tendência?) e de me dar oportunidade de ser quem sempre quis ser. É assustador, não nego.

Às vezes acho que não vou conseguir, que os sonhos que sempre tive para mim irão por àgua abaixo, irei ficar sozinha, sem amigos e sem amor (porque também terei eu esta tendência de negativismo de vez em quando?).

Mas logo a seguir sei que isso não acontecerá, que os bons amigos ficarão sempre porque eu sei como manter os que amo perto, que talvez encontre o meu amor (ou amores) e vivê-los-ei intensamente, que os meus sonhos de carreira serão cumpridos porque também me esforçarei para que tal aconteça... enfim, cada coisa acontecerá quando tiver de acontecer, eu saberei esperar por cada um deles e saberei saborear cada momento.

Se o que desejarei não acontecer não tem problema, eu saberei lidar com isso (sei mais e melhor).

 

 

        Enfim. Hoje é um bom dia.

        Porque fiz as pazes comigo mesma,

        Porque fiz as pazes com os meus pais,

        Porque fiz as pazes com os meus amigos (os que aqui estão e os que "partiram" por esta ou aquela razão),

        Porque pela primeira vez na vida estou ansiosa pelo futuro.

 

Escrito por Pin-up at 22:55 | Link permanente | Comentário (1) |

23/Aug/2007

Um amor (imaginário) de Verão

 

        E se fosse a brincar? E se fosse só na minha cabeça que existisse?

        Um olhar, um sorriso, um leve toque, uma carta, uma troca de ideias, um suspirar cúmplice... daí pode partir uma história que só eu sei quem é protagonista, que só eu sei o que é real e o que é imaginário... o verão faz-me sonhar por algo que não tenho, que gostava de ter e que talvez não demore, quem sabe?

 

 

 

 

        Ao passar por ti não te reconheci, parecias diferente daquilo que me recordava, daquilo que esperava, daquilo que sonhava. A voz grave e presente faz-me sentir segura e dás-me a mão para que te siga.

        Não se proferem palavras quando todas as palavras já foram ditas antes, quando o que tu pensas eu já conheço e o que eu penso tu já entendes. Descobrimo-nos há muito tempo, mas só agora te conheço como homem e tu me conheces como mulher.

        Será assim tão estranho vivermos a mundos de distância e mesmo assim te reconhecer, mesmo assim sentir que só tu me conheces?

        Empato-te porque estou nervosa, inquieta e receosa. Os anos não passaram por ti como passaram por mim, penso. Mas o tremor do teu corpo faz-me balançar, pensar se é o certo, se não devíamos deixar as coisas como estavam...

        As coisas vão acontecendo...

        Um olhar,

        Um toque,

        Um sorriso cúmplice,

        Um beijo

E uma união secreta e única faz-nos sentir que estamos onde devíamos estar, onde sempre quisemos estar, onde mais nada interessa, só nós, vamos aproveitar, dizes.

As coisas vão acontecendo...

Como eu quero,

Como tu queres,

Como o mundo quer.

Cada oportunidade, cada situação é um encontro entre todas as vontades e desejos.

 

Será que a minha vontade e desejo estão para breve?

 

 

 

 

 

Aproveitem que o verão está aí e namorem, namorem muito  =)

Kiss kiss

Escrito por Pin-up at 04:15 | Link permanente | Comentário (1) |

19/Aug/2007

3, 2, 1... Countdown for... L-O-V-E (?)

        Invejo aqueles que não são como eu. A sério que sim. Deve ser fantástico não pensar tanto, não se aperceber tão depressa das consequências dos meus actos e dos actos dos outros, não entender tudo e compreender todos… deve ser fantástico porque a inocência (poderá ser?) é uma dádiva!

 

       

 

        Tenho estado a ler o Courrier Internacional. Está a ser interessante porque tem uma série de artigos acerca da felicidade. Eu quero ser feliz e suponho que vocês todos também, mas vejo constantemente os outros e também eu a dar, por vezes, passos largos em direcção oposta à felicidade. Sempre tive dificuldade em compreender gente má. Porque acho que é uma perda de tempo. Neste jornal, em determinado artigo (página 24) enunciam 4 regras para se ser feliz: divertir-se, não magoar os outros, não aceitar derrotas e lutar para ser feliz. Nada de especial, eu já tinha percebido isto e vocês também já, provavelmente. Então se as pessoas sabem que não magoar os outros é um caminho para a felicidade porque insistem em fazê-lo? Bom, eu cá acho que é por serem burras mesmo, a roçar a estupidez. Tenho pena que um dia eu tenha considerado uma pessoa amiga e que na verdade durante a nossa história de amizade só me tenha feito mal, que durante esses anos todos eu não tenha obtido nada, não tenha ganho nada, não tenha aprendido nada… mentira: aprendi que há gente estúpida, que gostam de sê-lo e ainda se vangloriam (?!?!?!?!?!?).

 

        Mas agora a sério... Eu não devia gastar mais tempo nisto pois não? NÃO! Mas só falo disto porque recebi uma certa mensagem que nem li e apaguei logo. LOL. ---» Chapter closed  

 

***

 

        Tenho andado a pensar no amor. Naquele que já vivi, naquele que ainda não vivi, no amor dos outros.

 

        O amor é algo estranho. Pode ser muito bom, mas também muito mau. Passamos metade da vida a desejar um grande amor e (se chegamos a tê-lo) quando o temos achamos que é garantido, resmungamos e bufamos. Mas no fundo sabemos que não passaríamos sem aquela pessoa, sem esse seu amor.

 

        Tenho observado os meus pais bastante. São um casal engraçado. Estão casados há muitos anos e acho que um já não vive sem o outro. Riem muito, o que é bom, porque a alegria enche-nos a alma. Não quero com isto dizer que desejo um amor igual ao deles… têm certas características que não gosto e não desejo para mim (não as referenciarei por respeito, não se trata de mim…). Como espectadora fico a ganhar, vejo as coisas com uma certa distância e portanto posso aprender com isso. Tentar repetir as coisas boas e evitar as que eu considero más. Sim, porque para mim podem ser más, mas para outros não… há já muito tempo que percebi que a minha verdade não é a verdade dos outros e também percebi que cada um vive essa verdade como intensa e única. Não sei quem está errado ou não, mas penso que nestes assuntos não existe um certo ou errado, existe apenas o que consideramos nosso…

 

        Bom, com isto tudo quero concluir que o amor é lindo mesmo, mas implica muito sacrifício, muita dedicação e compreensão. Sinceramente não sei se estou preparada para isso. Estou numa de egoísmo :P Mas veremos, às vezes a vida reserva-nos boas surpresas e damos por nós a ser capazes de fazer coisas que antes não achávamos capazes de fazer…

 

        Um brinde ao amor, ao companheirismo, à amizade e aos dicionários que claramente alguns não conhecem o que são (HEHE… PRIVATE JOKE FOR BY FURBY) :D

 

Escrito por Pin-up at 01:39 | Link permanente | Comentário (1) |

16/Aug/2007

Tantos assuntos, tantas decisões, tantos pensamentos...

 

        Hoje tenho muitos assuntos a tratar.

        Convosco, comigo, com Deus.

 

        Hoje, sei-o tão bem, sou feliz e nunca pensei que o pudesse sentir com tanta certeza.

        Hoje sei que há pessoas que nós amamos, que nos desiludem, mas nunca nos destroem. Acham que nos magoam, mas são eles que saem magoados, porque perdem tempo em guerras inúteis e porque ficam sem o nosso amor e amizade. Dessa gente eu tenho pena!

 

 

        Assunto nº 1

        É o mais triste e por isso despacho-o logo. Não me apetece pensar muito mais nisto e sinceramente eu acho que já esperava que isto acontecesse, só que queria ter a certeza que eu tinha feito todos os possíveis, tudo ao meu alcance para que as coisas corressem bem.

        Mas não correram.

        Às vezes amizades que em tempos foram muito importantes deixam de o ser. Às vezes, gente por quem eu tinha consideração passei a deixar de ter. Às vezes vemos as coisas a acontecerem e no fundo já estávamos à espera porque sempre soubemos que essa pessoa nunca prestou, era esquisita e estranha. Mas amamo-las, temos carinho por elas e tentamos protegê-las, não sabemos bem porquê e mesmo quando outros amigos nos perguntam "porque ainda manténs essa amizade?" nós baixamos os olhos e não dizemos nada.

        Este verão foi a concretização do que eu já esperava à muito. Alguém que em tempos foi amiga mostrou-se completamente. Já estava à espera, até porque essa pessoa não prima pela inteligência e achou que eu pensaria que ela nunca me faria o que ela fez a tanta gente. Regra número 1 das relações (qualquer que seja ela): se a pessoa se comporta de uma maneira com os outros, mais tarde ou mais cedo ela comportar-se-á assim contigo. Por exemplo, se tu tens um amigo ou amiga que não sabe guardar segredos dos seus outros amigos ficas desde já a saber que se tu lhe contares algum segredo ele ou ela também contará a alguém... Nesta minha situação não foi diferente. Lembro-me de ouvir histórias em que a pessoa em questão se vangloriava de manipular todo o seu grupo de amigos para isolar alguém que ela não gostava ou que lhe tinha feito algo que na sua (idiota) opinião não estava bem. Assim, eu lembro-me de dizer para mim própria: "Ana, ela fará isto contigo mais cedo ou mais tarde, seja que por motivo for, basta aquela cabecita achar que fizeste algo de errado e ela manipula todos os amigos em comum para te isolar". Bem dito, bem certo!!! Foi isso que aconteceu, não cheguei a perceber a razão, mas também não interessa, quem me diz "só sou tua amiga se (...)" é porque não merece nada. Nem tão pouco a minha consideração. Eu acho que tu és triste porque realmente achaste que me estavas a fazer mal, a surpreender-me, a avisar-me " se não fizeres o que eu exigir eu isolo-te!". LOL. Oh palhaça, mas tu achas mesmo que depois de perceber quem tu eras realmente eu confiava em ti? Claro que não!!! Já devias saber isso.

        Avante!

        Foram dias maus, sim.

        Mas ultrapassei-os com a força dos meus reais amigos, que por mensagem me deram força. É disto que eu gosto dos meus amigos: mostram-se impecáveis nestas alturas!

        Assim, nestes dias em Albufeira não perdi nada. Só constatei o que já vinha a esperar a algum tempo. Não perdi amigas, porque nunca foram minhas amigas realmente. E assim se encerra um capítulo da minha vida.

 

 

        Assunto número 2

        Estou na minha terra de infância de tempos de calor e boa vida. Este ano esta terra está com outro encanto.

        Já algum tempo que não passava cá as férias de verão e verifiquei que está tão bonita como me lembrava. A aldeia pequena e quase tacanha, mas que a mim me sabe tão bem visitar. O barulho da vizinhas todos os dias às 10h da manha a fazerem coscuvilhice na rua. O grilo que todas as noites canta e encanta à porta de nossa casa. Os caminhos sinuosos que temos de fazer todos os dias para chegar a qualquer lado, inclusive a melhor praia de sempre. Já não a visitava há 2 anos e acho que já me tinha esquecido dela. Mas...

        O cheiro,

        A areia,

        E o mar

        Relembraram-me.

        Esta praia é definitivamente diferente de todas as outras e amo-a incondicionalmente.

        Mal dei um mergulho senti-me logo feliz.

        A água está à temperatura ideal e as ondas relembram-me tempos antigos de pura alegria. Tinha-me esquecido como este lugar me deixa sempre tão feliz. Os gritos de alegria e entusiasmo no mar denunciavam isso mesmo!

        Por isso amo este lugar incondicionalmente, não o quero esquecer nunca e torná-lo-ei sempre um antro de boas vibes e boas memórias!

 

 

        Assunto número 3

        Bom este assunto é um pouco fatela ou um tanto chato para alguns de vocês. Se se sentirem enfadados passem à frente, não vos levo a mal e também nunca saberei se realmente leram ou não :P

        Estou apaixonada por mim mesma. É verdade. Podia estar apaixonada por algum homem de tirar o fôlego, mas não... é por mim mesma!

        Lembro-me de ler há uns anos ter lido em algum lado uma cronista admitir exactamente isto. Não percebi ao inicio, mas depois fiquei espantada e maravilhada.

        Estarmos apaixonados por nós mesmos é sobretudo uma descoberta. Física, emocional e mental. Passamos a gostar do nosso corpo, a achar que aquelas gordurinhas são bem lindas, que aquele sinal supostamente inestético é bonito e torna-nos únicas, aquela cicatriz é linda porque conta uma história engraçada e que no geral achamos que somos bem bonitas! Descobrimos aspectos psíquicos em nós que nos tornam (aos nossos próprios olhos, pelo menos) fortes e corajosas. Pensamos que já passamos por muito e que conseguimos ultrapassar tudo. E sobretudo somos felizes (mesmo no meio de gente tontita da cabeça que só gosta é de usar bandeletes em vez de usar o cérebro para algo mais útil... HEHE).

        Acho que finalmente estou onde sempre quis estar, onde sempre desejei estar, onde sempre lutei para estar. Agora as coisas fazem sentido e já não me sinto sozinha. Sei quem sou e sei quem e o quê valem a pena.

 

        SOU FELIZ :D

Escrito por Pin-up at 01:06 | Link permanente | Comentário (2) |

12/Aug/2007

Novos tempos em novos lugares

 

        Às vezes duvidamos de nós próprios porque... porque não temos alternativa. A alternativa é desconfiar ou duvidar daqueles que amamos e isso é inconcebível em determinadas alturas (não temos mais ninguém e o melhor mesmo é duvidar, desconfiar, culparmo-nos).

        Hoje tenho bons amigos, muito bons mesmos. Não são muitos, é verdade, mas são os suficientes para eu não me sentir sozinha neste mundo. Este amigos são bons, porque nunca (ao contrário de outros) me fizeram duvidar de mim mesma, pondo-me em questão. É um trabalho de ambos os lados... eu tenho-me mais em conta, confio mais em mim e os meus amigos não me dão razões para eu desconfiar e também confiam mais em mim. Talvez fosse preciso tantos anos para eu encontrar bons amigos, mas ao menos encontrei-os. Se o fim do mundo chegar amanhã eu estarei descansada porque ao menos encontrei verdadeira amizade (que catastrófico :P)!

 

        Vejo-me a olhar para o meu passado e para a dor constante que eu sempre trazia sempre comigo. Às vezes era simplesmente doloroso levantar-me da cama e então lidar com as pessoas ainda mais. Fechava-me sobre mim mesma e via as pessoas à minha volta a tentar aproximar-se, mas isso para mim não era suficiente. Os anos de humilhação e ignorância tinham-me transformado: desconfiava de todos... achava que o único próposito das pessoas era magoar-me, fazer-me sofrer. Os dias passavam numa angústia constante e dor dilacerante. Enfim... dias dificies que me lembro neste dia ventoso.

        Sabem... não era suposto eu estar a lembrar-me disto agora, mas estou. Às vezes as pessoas desiludem-nos e magoam-nos, mas felizmente já não nos destroem.

        Despeço-me mais uma vez em silêncio. Conversas relembradas, lágrimas derramadas, coração triste. Quando amizades que considerávamos eternas acabam (pelo menos para mim, amizade não é isto que estou a viver) o nosso mundo fica diferente. Hoje, posso dizê-lo, não fica necessariamente pior, apenas diferente.

 

        Assim também me despeço deste lugar, nunca vivi tempos felizes aqui. tentei, a sério que sim, mas não vivi... primeiro achei que era eu, depois a companhia, agora acho simplesmente que não há ligação.

 

        Avante...

        Para novas amizades,

        Para novas alegrias,

        Para novas tristezas,

                Mas sempre, sempre

                Com respeito!!!

 

 

 

Amo-vos a todos queridos amigos, estão (finalmente) no meu coração!

 

 

There is something new behind the sun just because i have good friends ;)

Escrito por Pin-up at 14:00 | Link permanente | Comentário (3) |

10/Aug/2007

O hoje, o amanhã e o que me rodeia

 

        Às vezes a tristeza é boa. Já falei disso aqui, em que pedia a amigos próximos para me deixarem sentir a tristeza em vez de me tentarem tirar dela... A razão pela qual eu pedi isso é porque para mim a tristeza é estranha. Sinto-a, algumas vezes até a percebo, mas nunca (até hoje) me foi natural. Assim, a primeira tendência é ignorar que estou triste, o que não é bom. E quando por vezes amigos meus tentam tirar-me da tristeza o seu propósito de existência deixa de existir e eu não chego a lidar com as coisas... e os problemas vão-se acumulando o que não é nada, nada bom.

        Desta vez não sei se preferia realmente que me tirassem da tristeza. Sinto-me a afundar na inércia e eu sei... eu sei que estou de férias e que não era suposto sentir isto, mas sinceramente já me deixei disso... o que eu deveria sentir e não sinto, segundo esta (anormal) sociedade. A companhia e os problemas familiares contaminam-me e eu começo a perceber e a sentir cada vez mais necessidade de partir. Os sonhos começam a assentar, as ideias a ganhar forma e a coragem é cada vez maior. Despeço-me em silêncio das pequenas coisas, das pessoas que eu sei que se me for embora nunca mais verei e dos lugares que sentirei falta. Preciso de sair do país, preciso de respirar sem problema e sem culpa. Também sei que essas coisas poderão seguir-me para sempre, mas também começo pouco a pouco a resolvê-las. Sei que vou sentir falta de todos os meus amigos, dos novos, dos velhos e dos intermédios. Dos virtuais, dos bem reais e dos imaginários (?). Há coisas que só nos entendemos e esta talvez seja uma delas... não quero mais ficar aqui, pelo menos por enquanto, pelo menos por agora.

 

 

***

 

 

        Estarei a fazer os mesmos erros do passado? A confiar em quem não merece, a apaixonar-me por quem nem se quer faz ideia de que eu existo?

        Talvez, mas ja nem luto contra isso...

        Não acredito em arrependimento, se fazemos algo é por alguma razão e se me quero aproximar de ti é por alguma razão, seja ela qual for.

        Imagino o que seria a nossa vida, nós os dois juntos, a felicidade como casal. Por enquanto é necessário, por enquanto é imprescindível.

        Vem, dá-me a mão e esquecer que o amanhã existe...

Obrigada Furby, por toda a ajuda, és o meu rochedo :')

Escrito por Pin-up at 18:41 | Link permanente | Comentário (1) |

04/Aug/2007

WELCOME FURBY

 Hihi!

Este é so dedicado ao teu regresso Furby :D

WELCOMEEEEEEEE :D :D :D

 Beijão

Escrito por Pin-up at 20:52 | Link permanente | Comentário (1) |

03/Aug/2007

Olho para trás em jeito de despedida

 

        Olho para trás em jeito de despedida.

        Penso em todos os meus momentos,

 

                No que sou,

                No que me tornei,

                No que era,

                No que nunca quis ser e... nunca fui,

                No que sempre quis ser e... começo a ser!

 

        Penso em todos os meus momentos...

 

        Estou feliz, sinceramente, estou feliz!

        Não sei como é possível...

        Quem eu era e quem sou agora.

       

        Modéstia.

        Eu sei como é possível...

 

                Lutar, lutar, lutar.

                Ter muita paciência,

                E esperança (ou Fé).

 

        Não foi fácil, admito... mas hoje não vejo como a minha vida poderia ser doutra forma. Sou feliz aos potes e gosto cada vez mais da vida.

 

 

 

 

        Apetece-me o verão,

        Os flirts,

        A música que nos faz dançar, rir, movimentar, agitar...

        Os olhares que nos fazem saltar o coração

        O calor que nos faz querer andar meio despidos.

        A praia com o seu eterno encanto.

        O mar com a sua àgua gelada, mas que é capaz dos maiores milagres!

        O sol que nos bronzeia e torna mais bonitos.

        E a companhia FENOMENAL dos amigos!

 

 

 

 

        Danço como se não existisse amanhã, danço como se estivesse sozinha nesta discoteca.

        A música mexe comigo, parece que não tenho controlo no meu corpo.

        Fecho os olhos porque sou capaz de sentir a música mais intensamente e de repente sinto-te... Adoro dançar de olhos fechados! A tua voz faz-me estremecer, sinto o teu corpo junto do meu...

                O teu calor,

                O teu cheiro

                O sabor dos teus lábios...

                Deixam-me com uma sensação de leveza...

Escrito por Pin-up at 23:44 | Link permanente | Comentário (1) |